bursite olecraniana

Cirurgia para bursite olecraniana crônica: como é feita a remoção da bursa inflamada

A bursite olecraniana é a inflamação da bursa do olécrano, uma pequena bolsa cheia de líquido localizada na ponta do cotovelo.

Essa estrutura funciona como um amortecedor natural, reduzindo o atrito entre a pele, o osso e os tendões durante o movimento.

Quando inflamada, provoca inchaço visível, dor e desconforto, principalmente ao apoiar o cotovelo em superfícies rígidas.

Na maioria dos casos, a bursite responde bem a medidas simples — repouso, anti-inflamatórios, drenagem ou infiltrações guiadas.

Porém, quando o quadro se torna crônico, recorrente ou resistente, pode ser necessária a remoção cirúrgica da bursa para eliminar os sintomas de forma definitiva.


O que é a bursite olecraniana e por que ela se torna crônica

A bursite do olécrano pode ser causada por:

  • Microtraumas repetitivos (apoiar constantemente o cotovelo em superfícies duras)
  • Traumas diretos
  • Infecções locais (bursite séptica)
  • Doenças sistêmicas, como artrite reumatoide ou gota

Com episódios repetidos de inflamação, ocorre espessamento da parede da bursa, produção excessiva de líquido e, às vezes, formação de calcificações.

Esse processo leva ao aumento persistente de volume, dor e dificuldade para apoiar o cotovelo. Em casos crônicos, pode haver até limitação funcional e risco de infecção recorrente.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e confirmado por ultrassonografia ou ressonância magnética, que identificam o espessamento e a quantidade de líquido dentro da bursa.


Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia — chamada bursectomia olecraniana — é indicada após falha do tratamento conservador, especialmente quando:

  • dor persistente que não melhora com medicação ou infiltrações
  • O inchaço é recorrente ou esteticamente incômodo
  • O paciente apresenta infecções repetitivas da bursa
  • Existe espessamento importante com prejuízo funcional

Para pessoas que precisam apoiar os cotovelos com frequência no trabalho (ex.: mecânicos, técnicos de informática, esportistas) ou no esporte, a cirurgia pode ser a única forma de evitar recidivas e recuperar conforto e funcionalidade.


Como é feita a bursectomia olecraniana

O procedimento consiste na remoção completa da bursa inflamada, podendo ser realizado por dois métodos principais:

1. Bursectomia aberta

  • Realiza-se uma incisão sobre o olécrano para expor a bursa.
  • A estrutura é retirada integralmente, preservando a pele e o tendão do tríceps.
  • Técnica mais indicada em casos de bursite séptica ou crônica avançada.

2. Bursectomia endoscópica

  • Utiliza pequenas incisões e uma câmera (endoscópio) para visualizar e remover a bursa.
  • Reduz o trauma cirúrgico, melhora o resultado estético e acelera a recuperação.
  • Contraindicada em casos com infecção ativa ou bursas muito espessadas.

A escolha da técnica depende da causa, gravidade e histórico clínico do paciente, além da experiência do cirurgião.


Recuperação e cuidados após a cirurgia

A recuperação costuma ser rápida, mas requer cuidados adequados.

Nas primeiras semanas:

  • Manter repouso relativo e evitar apoiar o cotovelo diretamente.
  • Usar curativo compressivo para prevenir acúmulo de líquido.
  • Seguir corretamente as orientações de higiene e uso de medicações.

Fisioterapia:

  • Inicia-se precocemente, com exercícios para evitar rigidez e fortalecer antebraço e braço.
  • Retorno às atividades leves: 2 a 4 semanas.
  • Esforços maiores ou esportes de contato: 6 a 8 semanas, conforme evolução.

Cuidados adicionais:

  • Não apoiar o cotovelo em superfícies rígidas.
  • Manter curativo limpo e seco.
  • Comparecer às consultas de revisão conforme orientação médica.

Resultados e expectativas a longo prazo

A bursectomia olecraniana tem altas taxas de sucesso, proporcionando alívio definitivo da dor e do inchaço na maioria dos pacientes.

Os resultados incluem melhora funcional, retorno às atividades normais e recuperação estética da região.

Em poucos casos, pode ocorrer acúmulo de líquido residual no pós-operatório, geralmente resolvido com drenagem simples.

A recidiva tardia é rara, especialmente quando a bursa é totalmente removida e os cuidados pós-operatórios são seguidos corretamente.

A longo prazo, o prognóstico é excelente, permitindo retorno completo da força e mobilidade, além de prevenção de novos episódios de inflamação.

Leia também: Cotovelo de Tenista e Cotovelo de Golfista: Quando a Cirurgia é a Melhor Opção


Conclusão

A bursite olecraniana crônica pode causar dor e incômodo persistentes, especialmente em quem apoia frequentemente os cotovelos.

Quando o tratamento conservador falha, a cirurgia de bursectomia é uma alternativa segura, eficaz e definitiva, devolvendo conforto, função e qualidade de vida.

O Dr. Gustavo Campanholi realiza avaliação detalhada de cada caso, utilizando exames de imagem de alta precisão e protocolos de reabilitação personalizados, sempre com foco em um retorno funcional rápido e seguro às atividades.


Aviso: Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica.

Se você apresenta inchaço persistente ou dor no cotovelo, procure um especialista em cirurgia do cotovelo para avaliação completa e tratamento adequado.

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