fratura do cotovelo

Cirurgia para fraturas do cotovelo: estratégias para restaurar o movimento

O cotovelo é uma articulação complexa, formada pelo úmero, rádio e ulna, além de ligamentos e músculos que permitem flexão, extensão, pronação e supinação.

Por estar envolvido em praticamente todas as atividades diárias — como levantar objetos, apoiar-se em uma queda ou digitar —, está sujeito a fraturas que podem comprometer sua função e mobilidade.

Em muitos casos, a cirurgia é essencial para restaurar o alinhamento dos ossos e permitir a recuperação completa dos movimentos. Sem tratamento adequado, há risco de rigidez, instabilidade e artrose precoce.


Tipos de fraturas do cotovelo

As fraturas podem acometer diferentes estruturas:

  • Cabeça do rádio
  • Olécrano (ulna proximal)
  • Supracondilares do úmero
  • Fraturas complexas (envolvendo múltiplos ossos ou a superfície articular)

Fraturas simples e sem desvio podem ser tratadas com imobilização e fisioterapia.

Porém, fraturas deslocadas, multifragmentares ou intra-articulares exigem cirurgia para reposicionar os fragmentos e manter a congruência da articulação.

A decisão cirúrgica considera também idade, demanda funcional e presença de lesões associadas.

Pacientes jovens geralmente se beneficiam de técnicas que preservam mobilidade; idosos podem priorizar estabilidade e alívio da dor.

O diagnóstico é feito com radiografias e tomografia computadorizada, essenciais para o planejamento cirúrgico detalhado.


Quando a cirurgia é indicada

A indicação cirúrgica ocorre em casos de:

  • Fraturas com desvio de fragmentos
  • Comprometimento articular (superfícies incongruentes)
  • Fraturas múltiplas ou complexas
  • Lesões ligamentares ou nervosas associadas

O objetivo é reconstruir a anatomia, garantir estabilidade e permitir mobilização precoce, reduzindo o risco de rigidez.


Técnicas cirúrgicas utilizadas

A escolha depende do tipo e da gravidade da fratura:

1. Osteossíntese com placas e parafusos

Usada para fraturas deslocadas ou cominutivas.

Permite fixação estável e restauração anatômica.

2. Pinos ou fios de Kirschner

Indicados em fraturas simples ou pediátricas, com menor invasividade.

3. Prótese de cotovelo

Recomendada em fraturas graves e irrecuperáveis, especialmente em idosos.

Substitui a articulação e devolve mobilidade funcional.

4. Artroscopia do cotovelo

Abordagem minimamente invasiva, indicada em fraturas intra-articulares e remoção de fragmentos.

Proporciona menor trauma tecidual e recuperação mais rápida.

Durante o procedimento, o cirurgião busca reconstruir a articulação, fixar os ossos com estabilidade e preservar o máximo possível da superfície articular.


Recuperação e reabilitação

Após a cirurgia:

  • O braço é imobilizado por alguns dias para controle de dor e proteção.
  • A mobilização precoce, orientada pelo cirurgião e fisioterapeuta, é essencial para prevenir rigidez articular.
  • A fisioterapia começa com exercícios passivos, progredindo para ativos e resistidos conforme consolidação óssea.

Tempo médio de recuperação:

  • Atividades leves: 6 a 8 semanas
  • Atividades físicas intensas ou esportes: até 6 meses

A adesão ao protocolo de reabilitação é determinante para o resultado funcional.


Resultados e expectativas a longo prazo

Com técnica adequada e reabilitação supervisionada, a maioria dos pacientes alcança consolidação óssea, alívio da dor e bom arco de movimento.

Contudo, devido à complexidade da articulação, pequenas limitações residuais são possíveis.

Complicações eventuais:

  • Rigidez articular (mais comum)
  • Infecção
  • Soltura de material de síntese
  • Consolidação inadequada
  • Lesão nervosa (rara)

Mesmo assim, mais de 85% dos pacientes têm boa recuperação funcional e retornam às atividades cotidianas.

Nos casos mais complexos, a prótese total de cotovelo pode ser indicada para restaurar função e qualidade de vida.

Leia também: Cotovelo de Tenista e Cotovelo de Golfista: Quando a Cirurgia é a Melhor Opção


Conclusão

As fraturas do cotovelo exigem diagnóstico preciso e planejamento cirúrgico individualizado.

A reconstrução anatômica associada à reabilitação precoce é fundamental para preservar a mobilidade e evitar complicações.

O Dr. Gustavo Campanholi realiza avaliação detalhada de cada caso, utilizando exames de imagem de alta precisão e protocolos de reabilitação personalizados, sempre com foco em um retorno funcional rápido e seguro às atividades.


Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.Se você sofreu uma fratura no cotovelo ou apresenta dor persistente após um trauma, procure avaliação com um especialista em cirurgia do cotovelo.

Olá! Seja bem-vindo ao blog especializado do Dr. Gustavo Campanholi. Aqui você encontrará conteúdos especiais para melhor a sua qualidade de vida no dia a dia.

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