plexo braquial

Lesões do plexo braquial: diagnóstico e tratamentos

As lesões do plexo braquial são condições complexas e potencialmente incapacitantes, principalmente para pacientes mais ativos, como profissionais ou atletas. O plexo braquial é uma rede de nervos que sai da medula espinhal e comanda movimentos e sensibilidade dos ombros, braços e mãos. Quando essa estrutura sofre uma lesão, os efeitos podem variar desde fraqueza muscular até a paralisia do membro afetado.

Dada a sua importância, compreender as formas de diagnóstico e os tratamentos disponíveis é fundamental para garantir uma abordagem precoce e eficiente. Essas lesões, quando não tratadas de maneira adequada, podem comprometer de forma definitiva a qualidade de vida e a autonomia do paciente.

O que é o plexo braquial e como ele pode ser lesionado?

O plexo braquial é um conjunto de nervos que se originam das raízes nervosas cervicais (C5 a T1) e se ramificam para o controle de funções motoras e sensitivas dos membros superiores. Essa estrutura é fundamental para os movimentos finos das mãos, a sensibilidade da pele e a força dos braços e dos ombros. Qualquer trauma ou compressão que afete diretamente esses nervos pode resultar em uma lesão do plexo braquial.

As causas mais comuns dessas lesões incluem quedas, acidentes automobilísticos, complicações obstétricas e ferimentos por arma de fogo. Em esportes de alto impacto, como rugby, lutas ou motocross, o estiramento brusco do pescoço e do ombro também pode causar danos a essa valiosa estrutura. Dependendo da gravidade, a lesão pode ser temporária (neuropraxia), parcial (axoniotmese) ou completa (neurotmese).

Além dos traumas diretos, inflamações, tumores ou procedimentos cirúrgicos realizados na região cervical também podem comprometer o plexo. Por essa razão, é necessário que o médico avalie o histórico clínico e realize uma investigação detalhada para entender a origem da lesão e implementar o tratamento adequado.

O grau de comprometimento neurológico é o que determina os sintomas e a abordagem terapêutica. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores as chances de reverter ou minimizar os danos causados.

Quais são os sintomas das lesões do plexo braquial?

Os sintomas das lesões do plexo braquial podem variar bastante, dependendo da localização e da extensão da lesão. Nos quadros mais leves, o paciente pode sentir formigamento ou dormência passageira no braço. Já nos quadros mais graves, o paciente relata perda de força, falta de controle motor e ausência de sensibilidade em parte ou em todo o membro superior.

Um dos sinais mais comuns é a dificuldade para erguer o braço ou movimentar o ombro. Em alguns casos, o paciente também pode sentir que o braço ficou mais flácido, pendendo ao lado do corpo, sem capacidade de reação. A dor é frequente, podendo ser intensa e irradiar para o pescoço ou dedos. Essa dor é classificada como neuropática, diferente da dor muscular, sendo mais difícil de controlar e comprometendo o sono e o bem-estar do paciente.

Outros sintomas também incluem perda de reflexos, atrofia muscular e alterações tróficas na pele e nas unhas, resultados da inatividade e da falta de estímulo nervoso. Esses sinais indicam uma lesão mais crônica ou severa, sendo fundamental uma avaliação rápida e especializada.

No caso de bebês, principalmente após partos difíceis, a lesão do plexo braquial pode se manifestar como paralisia parcial ou total do braço afetado. Nesses casos, o diagnóstico deve ser precoce e ainda mais crítico, pois há uma janela importante para a implementação do tratamento conservador ou cirúrgico, com melhores resultados funcionais.

Como é feito o diagnóstico das lesões do plexo braquial?

O diagnóstico das lesões do plexo braquial começa com uma avaliação clínica completa. O médico deve investigar o histórico do trauma, analisar os sintomas relatados e realizar testes de força, reflexos e sensibilidade. Também é feita a inspeção do tônus muscular e da simetria dos membros superiores, o que ajuda a identificar a extensão do comprometimento neurológico.

Para confirmar e aprofundar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames complementares. A eletroneuromiografia avalia a condução dos impulsos elétricos nos nervos e músculos, permitindo que o médico identifique o tipo e a gravidade da lesão. Esse exame é de extrema importância para diferenciar entre lesões reversíveis e danos mais severos.

Já a ressonância magnética da coluna cervical e do plexo braquial ajuda na visualização da anatomia da região e em possíveis compressões, rupturas ou avulsões das raízes nervosas. A tomografia computadorizada, por sua vez, pode ser útil em casos de trauma ósseo associado, como fraturas que comprometem os nervos.

Em alguns casos mais complexos, o uso da ultrassonografia de alta resolução pode ser de valiosa ajuda, pois auxilia no mapeamento das estruturas nervosas envolvidas. De qualquer forma, o diagnóstico precoce é fundamental para definir o melhor caminho terapêutico e iniciar o tratamento no momento ideal.

Quais são os tratamentos possíveis para esse tipo de lesão?

O tratamento das lesões do plexo braquial depende do tipo, da gravidade e do tempo de evolução da lesão. Nos casos mais leves, onde é relatado apenas um estiramento ou compressão transitória, o tratamento conservador costuma ser o mais indicado, incluindo medicamentos para dor e inflamação, repouso e fisioterapia.

No caso de lesões parciais ou que envolvem danos mais significativos aos nervos, a reabilitação intensiva com fisioterapia e terapia ocupacional é parte fundamental do tratamento. O objetivo é manter a função muscular, estimular a regeneração dos nervos e prevenir contraturas. Essa fase pode ser mais longa e durar meses, sendo que a constância no tratamento faz toda a diferença nos resultados.

Em lesões graves, principalmente nas avulsões ou rupturas completas, a cirurgia é geralmente necessária. Os procedimentos mais comuns incluem transferências nervosas, enxerto de nervo e reconstruções com transferências musculares, entre outras abordagens. Quanto mais precoce for a intervenção cirúrgica — idealmente nos primeiros três a seis meses após o trauma —, melhor o prognóstico do paciente.

Em algumas situações, o tratamento cirúrgico é complementado por terapias regenerativas (como células-tronco ou PRP – plasma rico em plaquetas) ou neuromodulação. Cada caso deve ser avaliado individualmente, com planos terapêuticos traçados por uma equipe multidisciplinar.

Leia também: Cirurgia para artrose do punho: quais são as opções de tratamento cirúrgico

Como é o prognóstico dessas lesões?

O prognóstico das lesões do plexo braquial é bastante variável. Nos casos mais leves, o paciente pode recuperar completamente a função em semanas ou poucos meses, principalmente quando acompanhado por fisioterapia. Já nas lesões moderadas e severas, o tempo de recuperação é mais longo, podendo durar de 1 a 2 anos.

Fatores como estado geral de saúde, idade, tempo entre a lesão e o início do tratamento e, principalmente, o engajamento na reabilitação influenciam diretamente os resultados. Quanto antes for realizado o diagnóstico e a intervenção, melhores as chances de preservação da função neurológica.

Em algumas situações, a recuperação pode não ser completa, e o paciente precisará conviver com limitações motoras ou sensoriais permanentes. Nesse caso, a reeducação motora, a adaptação funcional e o suporte psicológico são fundamentais para manter a autonomia e a qualidade de vida.

Por essa razão, o acompanhamento com especialistas em cirurgia da mão faz toda a diferença no tratamento.

As lesões do plexo braquial exigem atenção especializada desde os primeiros sinais. Quanto mais rápido for realizado o diagnóstico e mais estruturado e personalizado for o tratamento, maiores serão as chances de recuperação completa ou parcial da qualidade de vida.

Se você ou alguém próximo apresenta sinais de possível comprometimento do plexo braquial, agende uma consulta agora mesmo!

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